Mercadante critica pedágios e defende desprivatizar a educação PDF Imprimir
Qua, 28 de Julho de 2010 17:14
O candidato ao Governo de São Paulo, Aloizio Mercadante, responde durante duas horas a perguntas de quatro entrevistadores, da platéia e dos internautas que acompanharam ao vivo

 

“Primeira coisa que eu vou fazer é sair do muro”, respondeu elegante e categoricamente Aloizio Mercadante, candidato a Governador de São Paulo, na sabatina da TV UOL/Folha, ao ser perguntado sobre sua ação no Executivo para sediar no estado a Copa de 2014.

O candidato ao Governo de São Paulo, Aloizio Mercadante, responderá durante duas horas a perguntas de quatro entrevistadores, da plateia - que poderá enviar questões por escrito - e dos internautas, exibidas em vídeo, na sabatina da TV UOL/Folha.

Tranqüilo, o candidato defendeu nessa primeira meia-hora a alternância de poder, que São Paulo sedie a Copa de 2014 e respondeu porque é contrário à aprovação automática. Abaixo os principais trechos da sabatina:


Estradas e pedágios
"Há um abuso nas tarifas (de pedágio) (...) Existe uma cláusula de equilíbrio econômico e financeiro que permite alterar o contrato", diz o petista, que propõe a implementação do sistema de pagamento de pedágio pelo quilômetro efetivamente rodado.

Trânsito em São Paulo
Citando pesquisa Ibope, Mercadante diz que, "em 16 anos de PSDB, as pessoas perderam 1 ano e meio no trânsito em São Paulo".

PSDB: oligarquia mais longa
"A oligarquia mais longa da história política recente do Brasil é o PSDB em São Paulo", critica Mercadante, ao se referir aos mais de 15 anos de permanência do partido no poder no Estado.

Quem erra?
"Evidente que o erro é nosso (e não do eleitor). Nós que não fomos capazes de convencer o eleitor", afirmou Mercadante, ao comentar as sucessivas derrotas do PT para o PSDB na disputa pelo governo paulista.

Alternância de poder
Mercadante cita "alternância de poder" como algo "positivo para a democracia", ao se referir ao tempo em que o PSDB está no poder em São Paulo. Mas se esquiva de dizer o mesmo quando confrontado com a possibilidade de Dilma Rousseff (PT) suceder Lula na presidência da República.

Copa de 2014 em São Paulo
"Primeira coisa que eu vou fazer se for eleito vai ser sair do muro", alfinetou o senador em referência à postura do governo do Estado em relação à presença do estádio do Morumbi na Copa.

A história mostra...
"Futebol é uma coisa fundamental na cultura do paulista. Eu quero só lembrar que Tóquio ficou fora da Copa (do Japão e da Coreia, em 2002) por causa da mesma indefinição que existe aqui", disse.

Educação
O petista criticou a "privatização da qualidade de ensino em São Paulo". "Estamos muito longe de ter uma educação de mínima qualidade".

Aprovação automática
"A escola que exige, o aluno dá mais. Você tem que ter avaliação; não para reprovar, quando tem deficiência, tem de corrigir", disse o petista. "Imediatamente nós vamos acabar com a aprovação automática".

Professores
O senador criticou a ausência de planos de carreira para os professores estaduais, além da má remuneração e o que chamou de "borrachada e cassetete ao invés de diálogo" nas negociações salarias da categoria com o governo tucano. Prometeu, ainda, dar um laptop para cada professor do Estado.

 

 

por: Cecília Figueiredo - PT Estadual